



Não existe um ranking de durabilidade dos alimentos, mas a regra é que quanto menos água tiver o alimento, mais tempo ele demora para apodrecer. "Os alimentos mais secos inibem a atividade da água dentro das células e, assim, reduzem o crescimento de bactérias que estragam o alimento", diz a nutricionista Vanderlí Marchiori. Enquadram-se nessa categoria, por exemplo, o mel, os cereais (como arroz, farinha e feijão), as frutas secas (como as uvas-passas) e as carnes salgadas (como as carnes-de-sol). Eles são considerados não perecíveis, porque só estragam depois de três a quatro meses fora da geladeira. Do outro lado da escala de durabilidade encontram-se os alimentos perecíveis, que não duram mais de uma semana dentro da geladeira, e, no meio do caminho, há os semiperecíveis, com limite de um mês em ambiente refrigerado. A geladeira pode aumentar a vida útil de um alimento: assim como a falta de água, a baixa temperatura inibe a reprodução das bactérias. A embalagem (alumínio protege mais do que plástico), o processo de fabricação e os conservantes também influenciam a duração.
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